O cenário energético brasileiro tem passado por uma transformação significativa a partir da flexibilização da lei em vigor desde 1º de janeiro de 2024. Hoje, todos os consumidores do Grupo A, ou seja, que estão conectados em alta e média tensão, podem migrar para este ambiente e negociar a compra de eletricidade com diretamente com seu fornecedor.  Esta mudança representa uma oportunidade única, principalmente para que micro e pequenos empresários otimizem seus custos e ganhem mais controle sobre o consumo.

Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), no primeiro ano dessa nova liberação, os setores de comércio e serviços lideraram as migrações.  Do total de migrações do ano, 92% tinham demanda inferior a 0,5 megawatt (MW), unidades consideradas de tamanho médio a pequeno. Além disso, em 2024 foi registrado um recorde de migrações para esse ambiente, com um aumento de 263 % em um ano.  

Neste novo contexto, entender o conceito de consumidor varejista e as possibilidades oferecidas pelo mercado livre de energia é essencial para o sucesso e competitividade de pequenos e médios negócios.

O que é o mercado livre de energia?

O mercado livre de energia, também conhecido como Ambiente de Contratação Livre (ACL), dá a oportunidade de os consumidores escolherem livremente seus fornecedores de energia elétrica, diferentemente do mercado tradicional. Neste modelo, as empresas têm a opção de negociar preços, condições e até mesmo a fonte da energia.

No mercado cativo ou Ambiente de Contratação Regulada, os consumidores não têm outro caminho senão comprar energia da distribuidora local, com tarifas reguladas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Já no mercado livre, as tratativas são feitas diretamente entre consumidores e geradores ou comercializadoras de energia, permitindo maior flexibilidade e potencial economia.

O mercado livre de energia dá a oportunidade de os consumidores escolherem livremente seus fornecedores de energia elétrica

Os principais benefícios do ACL são:

  1. Liberdade de escolha do fornecedor.
  2. Possibilidade de negociação de preços e condições.
  3. Maior previsibilidade de custos.
  4. Opção por fontes de energia renováveis.

Esta abertura do mercado de energia representa uma mudança de paradigma na forma como as empresas brasileiras, incluindo as micro e pequenas, podem gerenciar seus gastos com eletricidade.

O que significa ser consumidor varejista?

Segundo a CCEE, 74% do total dos novos consumidores no mercado livre de energia em 2024 é varejista. Mas, afinal, o que significa essa nomenclatura?

O consumidor varejista é uma categoria criada pela Portaria 50/2022, que passou a valer em janeiro de 2024 e estabeleceu a abertura do ambiente a todos os consumidores conectados em média e alta tensão (Grupo A). Antes disso, apenas os considerados grandes consumidores, com demanda maior que 500 Kilowatts (kW) tinham acesso a esse mercado.

Essa categoria é composta por usuários com carga inferior a 500 kW e que precisam ser, obrigatoriamente segundo a lei, representados por uma comercializadora varejista na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), órgão responsável pela administração do ACL.

demanda maior que 500 Kilowatts (kW) são consumidores varejistas

Considerações importantes

Antes de migrar para o mercado livre como consumidor varejista, é necessário considerar alguns aspectos:

  1. Requisitos técnicos: verificar se a empresa atende aos critérios de demanda mínima.
  2. Aspectos legais: estar em dia com obrigações junto à distribuidora local e cumprir os prazos estabelecidos para a migração.
  3. Planejamento de longo prazo: a decisão da mudança deve considerar as projeções de crescimento da empresa e seu consumo futuro de energia.
  4. Adequação do sistema de medição: pode ser necessário atualizar o sistema de medição para atender aos requisitos do ACL.

Como se preparar para a migração

Para se preparar para essa transição ao mercado livre de energia como consumidor varejista é recomendado seguir os passos:

  1. Buscar informações detalhadas sobre o mercado livre e suas regulamentações.
  2. Consultar comercializadoras e especialistas em migração para esse ambiente, como a LUZ.
  3. Fazer uma simulação de economia para entender o potencial benefício para seu negócio.

Economia e controle para consumidores varejistas

A abertura do mercado livre de energia para consumidores varejistas representa uma oportunidade significativa para que pequenos e médios empresários reduzam custos e tenham mais controle sobre seu consumo energético.

Com potencial de economia de até 30%, maior flexibilidade e previsibilidade de gastos, a migração para este modelo pode ser um diferencial competitivo importante. Com a LUZ é possível contar com a experiência de uma empresa do Grupo Delta Energia, que atua há mais de 23 anos nesse ambiente.

Além disso, a empresa oferece apoio em todas as etapas e assessoria para migração e questões burocráticas como a adequação do sistema de medição, caso necessário. Também é a primeira fornecedora digital de energia do Brasil, com uma plataforma que permite a visualização do consumo energético e detalhes do contrato.  

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